<F+>

<T+1>

<hist. 8 s. cap. 7>

<112>

Captulo 7



A crise de 29



  Depois da Primeira Guerra, os EUA tornaram-se o pas mais 

rico do planeta. Os anos 20 foram de euforia econmica.

  Em 1929, porm, a Bolsa de Valores de Nova York sofreu uma 

quebra e o mundo mergulhou na pior crise da histria do 

capitalismo. Foi a poca da Grande Depresso provocada pela 

superproduo de mercadorias.

  A soluo foi abandonar o liberalismo econmico. O Estado 

passou a intervir fortemente na economia, seguindo as idias 

do economista Keynes. O plano de recuperao dos EUA ficou 

conhecido como _New _Deal, imitado por vrios pases do mundo.



<P>

<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

    Foto: Trabalhadores britni-  o

  cos desempregados nos anos 30:   o

  o proletariado foi a classe       o

  que mais sofreu.                  o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieiei

<F+>



<113>

A crise



  Voc considera que a situao econmica do Brasil de hoje 

tranqiliza os brasileiros? Conhece pessoas que se sentem 

ameaadas de perder o emprego por causa dos problemas 

econmicos do pas? Ou ser que as perspectivas dos 

brasileiros tm melhorado muito nos ltimos anos?

  Por que ser que acontecem as crises econmicas? No  

estranho que durante uma crise haja tanta gente querendo 

trabalhar e, ao mesmo tempo, tantas empresas que pararam de 

funcionar? Se os empresrios desejam que sua empresa funcione 

e os trabalhadores querem emprego, por que, mesmo assim, a 

economia continua estagnada? Boas perguntas...



EUA: primeira potncia



  Quando a Primeira Guerra Mundial terminou (em 1918), os EUA 

eram, disparados, o pas mais rico do planeta. De cada 100 

carros que o mundo inteiro produzia, por exemplo, 85 eram 

americanos. Isso mesmo que voc leu: as fbricas americanas, 

sozinhas, produziam mais que o quntuplo de automveis de 

todas as outras fbricas do mundo reunidas! Isso no ficava s 

nos automveis. Os EUA eram os maiores produtores mundiais de 

ao, comida enlatada, mquinas, rdios, petrleo, carvo, 

tecidos, milho, chapus, discos, panelas e foges, brinquedos 

e quase tudo o que se possa imaginar.



<P>

<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

    Figura: frota de carros mo-    o

  delos Ford-T. O clebre auto-  o

  mvel Ford-T foi o smbolo de   o

  consumo da classe mdia norte-    o

  americana nos anos 20, vendido   o

  a centenas de milhares de fa-     o

  mlias. Muita gente acreditava   o

  que o crescimento da indstria    o

  para que um dia todas as pes-     o

  soas conseguissem uma vida        o

  confortvel. Entretanto, a       o

  crise econmica que estourou      o

  em 1929 jogou essa iluso de     o

  consumo na lata do lixo.          o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieiei

<F+>



  Nos dez anos seguintes, a economia norte-americana continuou 

a se dilatar. A cada dia, novas fbricas, novas plantaes, 

novos investimentos. Foi uma poca de euforia para os 

empresrios, porque os lucros no paravam de crescer.



<P>

<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

    Figura: moa tomando um        o

  copo de Coca-Cola. A publici-  o

  dade foi um dos meios encon-      o

  trados pelo capitalismo para      o

  ampliar o consumo. Este car-     o

  taz publicitrio  de 1924,      o

  uma poca em que a Coca-Cola    o

  j estava se tornando um dos      o

  smbolos mximos de cultura       o

  norte-americana.                  o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieiei

<F+>



  A classe mdia tambm estava adorando. Quase todo o planeta 

invejava o {american way of life} (modo de vida americano), o 

modo de vida tpico de um cidado de classe mdia dos EUA nos 

anos 20: uma casa confortvel, crianas na escola, automvel, 

rdio, toca-discos, geladeira, aspirador de p. Uma montanha 

de bens de consumo que, naquela poca, estavam praticamente ao 

alcance apenas dos americanos.



<114>

<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

    Figura: quadro. A alegre      o

  noite na Broadway (local das     o

  casas de shows e teatros), na     o

  Nova York dos anos 20. Semi-  o

  nuas, elas cantam _Hello,        o

  _Sucker. Os cabars de Ber-    o

  lim, na Alemanha, tambm eram    o

  clebres. Toda essa alegria      o

  chegaria ao fim com a cats-      o

  trofe de 29.                     o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieiei

<F+>



Os loucos anos 20



  A dcada de 20 ficou conhecida como a dos _loucos _anos _20. 

Para quem era maior de idade e pertencia  classe mdia ou  

burguesia, nas grandes cidades dos EUA, foram dez anos de uma 

grande farra.

<P>

  Para comear, fazer compras virou o parque de diverses dos 

adultos. E o que comprar? Podia ser um fongrafo, um disco, 

uma roupa, um automvel, um rdio, um aspirador de p. A 

indstria no parava de inventar novos bens de consumo.

  O fongrafo foi inventado na Alemanha (1889) e tocava 

discos. A partir de 1925, os fongrafos no usavam mais aquela 

corneta enorme. Para amplificar os sons, a novidade eram as 

vlvulas eletrnicas e o alto-falante. Maravilha! Com os 

discos, as pessoas podiam ter a orquestra dentro de casa!



<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

    Foto: Granofone para tocar   o

  discos (1908). Imagine a mu-   o

  dana que ocorreu na cabea      o

  dos msicos e dos ouvintes       o

  quando a msica comeou a        o

  ser reproduzida em casa.         o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



  A velha valsa vienense foi aposentada. O negcio era danar 

freneticamente o charleston. O suingue das orquestras de jazz 

enlouquecia o pessoal. Clubes e boates viviam cheios de 

rapazes e moas excitados pelo som da bateria, dos trombones e 

dos trompetes.

  O capitalismo transforma tudo em mercadoria, em negcio, em 

fonte de lucros. Assim, a diverso tornou-se uma indstria. E 

a grande insdstria de diverso de massa foi o cinema. Nos 

anos 20, em Hollywood (Califrnia), atores e atrizes j eram 

dolos capazes de juntar multides nas filas dos cinemas.

  O rdio chegou aos lares nos EUA e na Europa Ocidental. Voc 

j pensou no impacto dele sobre a civilizao? Na mesma hora 

da noite, dezenas de milhes de pessoas que jamais se viram na 

vida estavam escutando exatamente a mesma coisa, recebendo a 

mesma informao, vivendo a mesma emoo. Nunca a humanidade 

havia estado to prxima, to parecida, to uniformizada!

   isso a: nos anos 20, a classe mdia ouvia rdio e discos, 

dirigia automvel, danava charleston nas boates, bebia um 

bocado, jogava nos cassinos, comprava sem parar, ia ao cinema. 

Como se fosse uma festa sem-fim.



<115>

A bolsa ou a vida



  Quase todas as grandes empresas capitalistas tm vrios 

scios. Cada scio possui uma certa quantidade de _aes. Se 

um scio possui 23% das aes da empresa, por exemplo, ele  

dono de 23% de todo o patrimnio (tudo o que pertence  

empresa: mquinas, prdio, cadeiras, computadores, etc.) e 

recebe 23% do lucros dessa empresa. Mas as aes no valem 

apenas porque so uma fatia do patrimnio da companhia. Elas 

tambm valem porque so uma fatia dos lucros.



<P>

<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

    Foto: homens na bolsa de    o

  valores. A bolsa de valores   o

   uma instituio tpica do    o

  sistema capitalista. Esta     o

  foto atual mostra os funcio-   o

  nrios das grandes empresas    o

  negociando aes.              o

eieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



  As aes podem ser negociadas na _bolsa _de _valores, que  

uma instituio tpica do sistema capitalista. A primeira do 

Brasil foi a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, fundada em 

1876. No tempo do Encilhamento de Rui Barbosa, a bolsa teve 

dias de grande atividade.

  Repare que se uma empresa estiver dando generosos lucros, 

muitas pessoas vo querer ter uma parte dela, ou seja, 

compraro suas aes. Como a _procura (muita gente querendo 

comprar as aes da tal empresa)  maior do que a _oferta (a 

quantidade de aes oferecidas no mercado  limitada), o preo 

das aes sobe. Se, em vez disso, os investidores acharem que 

uma empresa oferece riscos de prejuzo, poucos vo querer 

comprar suas aes -- o que faz com que o valor das aes 

caia. Resumindo: quando a empresa  lucrativa, o valor de suas 

aes aumenta.

  Nos EUA dos anos 20, as aes se valorizavam por causa da 

euforia econmica. Mas, quando apareceram as primeiras 

notcias de falncia de empresas, todos os investidores se 

apavoraram e trataram de vender as aes -- o que fez com que 

os preos fossem caindo sem parar. At acontecer o _crack 

(quebra) da bolsa.



<P>

<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

    Figura: cartaz do filme {A   o

  garota que ele no comprou}      o

  (1928). Contradio capita-    o

  lista: o mais valioso  o que    o

  no  mercadoria? A indstria   o

  do cinema foi muito importan-    o

  te para a mensalidade do         o

  sculo Xx.                      o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



<116>

A Lei Seca e os gngsteres



  De 1920 a 1933, o governo americano imps a Lei Seca. Ficou 

proibida a fabricao ou a venda de bebidas alcolicas nos 

EUA. E, sabe o que aconteceu, caro leitor? Nunca se bebeu 

tanto no pas! Talvez por causa do embriagante gostinho do 

proibido.

  Nessa poca surgiram os gngsteres. Tratava-se de quadrilhas 

de bandidos que se aproveitavam da Lei Seca. Fabricavam usque 

clandestinamente, contrabandeavam bebida, exploravam cassinos 

e prostitutas.

  O mais famoso gngster foi Al Capone. Ele mandava seus 

capangas assassinarem qualquer um que atrapalhasse os seus 

{negcios}. Subordinava polticos e policiais. E s foi preso 

quando descobriram que ele burlava (enganava para no pagar) o 

imposto de renda federal. Essa foi a grande prova dos 

tribunais contra o bandido.

  Na mesma poca, muitos empresrios americanos enriqueciam e 

se tornavam respeitveis fazendo coisas parecidas com aquelas 

que os gngsteres faziam. Os Rockefeller, por exemplo, 

mandavam seus capangas incendiarem as casas onde dormiam os 

operrios que ousassem entrar em greve.



<P>

<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

    Figura: cartaz de filme de       o

  1935. Nos filmes de Hollywood,   o

  as atividades policiais foram       o

  exaltadas como as mais impor-       o

  tantes para a sociedade. Pode-     o

  ria existir uma sociedade sem       o

  polcia? Sem vigilncia e sem      o

  prises?                            o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieieiei

<F+>



A nova mulher



  As transformaes na economia influenciaram as mudanas nos 

costumes. Por exemplo, o crescimento do nmero de mulheres no 

mercado de trabalho. Elas arrumavam emprego nas fbricas, nos 

escritrios, no comrcio. O trabalho fez com que elas 

conquistassem uma independncia que no sculo anterior no 

passava de um sonho.

<P>

  Nos anos 20, nas grandes cidades do Ocidente, algumas 

mulheres de classes mdia e alta j podiam freqentar a 

universidade. Usavam cabelos curtos, fumavam, namoravam, iam a 

bares sozinhas ou com as amigas, tornavam-se pintoras ou 

cientistas, falavam sobre a emancipao feminina. Algumas eram 

at intelectuais socialistas.

  Desde o fim do sculo Xix, as feministas enfrentavam at a 

polcia pelo direito de voto. Finalmente, a partir dos anos 

20, os EUA e alguns pases da Europa Ocidental comearam a 

adotar o voto feminino.

  Mas, infelizmente, apesar de tudo isso a sociedade 

continuava muito machista. A maioria dos homens no aceitava a 

independncia feminina. Queriam esposas submissas. 

Escravizadas mentalmente, temendo a liberdade, muitas mulheres 

ainda aceitavam os velhos papis.



<P>

<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

    Figura mostrando como as mu-  o

  lheres vestiam-se. Naturalmen-  o

  te, as mulheres livres tambm    o

  podiam ser belas. Veja a moda   o

  dos anos 20: vestidos mais      o

  curtos, pescoos e braos        o

  nus, cabelos curtos, silhue-     o

  tas delgadas. Os homens j      o

  usavam terno. So pessoas da    o

  elite, mas o sculo Xx criou    o

  o homem-massa padronizado: a     o

  moda  o mercado; e cada vez     o

  mais classes mdias podero      o

  se vestir  semelhana das       o

  classes superiores.              o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



<117>

O _crack da Bolsa: comea a crise mundial



  Na _quinta-feira _negra, 24 de outubro de 1929, comeou a 

pior crise econmica da histria do capitalismo. A bomba 

estourou na {Bolsa de Valores de Nova York} (reveja o texto 

{A bolsa ou a vida}, visto anteriormente). De repente, o valor 

das aes comeou a despencar. Os investidores correram para 

vender as aes, mas ningum queria comprar, s vender. E os 

valores continuaram despencando. Um abismo que simplesmente 

levou  falncia muitas empresas.

  Pense um pouco. Se o valor das aes de uma empresa na bolsa 

est desabando, o empresrio tem medo de investir capital 

nessa empresa, correto? Se ele investe menos, ela ir 

produzir menos. Se produz menos, no h motivo para pagar a 

tantos empregados.  necessrio despedir o pessoal. Observe 

que uma empresa influencia outra. Imagine que voc tenha uma 

fbrica de tampinhas de refrigerante. Se as fbricas de 

refrigerantes diminuem a produo, sua indstria de tampinhas 

tambm sofrer com isso. Muitos empresrios simplesmente no 

puderam sobreviver  queda brutal de encomendas. Tiveram 

tantos prejuzos que no conseguiram pagar as dvidas. Foram  

falncia. E muitos bancos no receberam de volta o que haviam 

emprestado. Por causa disso foram  falncia tambm.



<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

    Foto: A multido se aglome-     o

  ra  frente da Bolsa de Nova      o

  York em 24 de outubro de 1929,   o

  o dia do famoso crack.              o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieieiei

<F+>



  O _crack (quebra) da Bolsa de Nova York era apenas o comeo. 

Naquela poca, a economia mundial j estava bastante 

interligada. A crise americana fez com que os EUA importassem 

menos de outros pases. Resultado: os outros pases tinham uma 

poro de mercadorias que antes exportavam para os EUA e, 

agora, estavam encalhadas. Entravam na roda da crise tambm. 

Um sintoma da crise mundial foi o fato de, apenas algumas 

horas depois do _crack na Bolsa de Nova York, estourarem 

tambm as bolsas em Londres, Berlim e Tquio.

  A crise se espalhou por quase todos os cantos. Houve 

milionrios que, de uma hora para a outra, descobriram que no 

tinham mais nada. Muitos ex-ricos se suicidaram por causa 

disso. Para eles, o dinheiro era prpria vida. Porm, quem 

sofreu mesmo foram os trabalhadores. J vimos que empresas 

falidas provocaram o desemprego. Milhes e milhes de pessoas 

ficaram sem qualquer chance de obter uma ocupao regular. O 

nmero de mendigos cresceu assustadoramente. Nos EUA, milhares 

de pessoas marchavam juntas implorando por um pouco de comida. 

Homens e mulheres disputavam restos de alimentos dos depsitos 

de lixo. Na Alemanha, para cada duas pessoas empregadas havia 

uma sem trabalho. Adolescentes eram obrigadas a se prostituir 

para poder comprar um pouco de salsicha e po preto. Em 

Londres, crianas esfarrapadas pediam esmola.

<P>

  Ateno, para voc no se enganar: a crise realmente comeou 


em 1929. Mas, em 1930, ela estava pior ainda. E foi piorando a 

cada ano que passava. Em 1934, a economia dos EUA produzia 

menos da metade do que produzia em 1929. Essa terrvel crise 

atravessou a dcada inteira, perodo que ficou conhecido como 

a _Grande _Depresso.



<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

    Figura de um polvo abraando    o

  o planeta Terra. O polvo-crise   o

  econmica abraa o mundo. A       o

  economia dos EUA representava    o

  metade da produo industrial      o

  do planeta e estava muito liga-    o

  da aos mercados de outros pa-     o

  ses. Por isso, a crise em Nova   o

  York repercutiu imediatamente     o

  em outros pases. Entretanto,     o

  houve uma exceo: a URSS, iso-  o

  lada e socialista, quase no       o

  sofreu com a crise.                o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



<118>

A superproduo



  Por que havia crise? Porque havia falncias, desempregado, 

misria, fome at mesmo nos EUA, o pas mais rico do mundo?



<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

    Figura: o casal toma          o

  conscincia da catstrofe        o

  em Wall Street: o _crack       o

  da Bolsa de Valores de Nova   o

  York. Eles recebem a notcia   o

  pelo jornal antes de perce-      o

  berem na realidade.              o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



  Como sabemos, o capitalismo  um sistema econmico baseado 

no _mercado. Quase tudo o que precisamos  considerado uma 

_mercadoria, ou seja,  produzido para ser vendido e comprado. 

Voc percebe isso quando olha em volta. Para possuir uma 

coisa, voc tem de pagar, no  mesmo? Comida, roupas, disco, 

cinema, livros, conduo e por a vai.

  Desde _Adam _Smith predominava o ideal do _livre _mercado. 

Isso significa que cada empresrio fazia o que o seu nariz 

mandasse e ningum se metia nisso. O vale-tudo capitalista era 

visto como a grande fora que movia a economia. Mas o problema 

 que a economia andava por conta prpria, sem nenhum 

controle. Cada empresrio s pensando em seus lucros, sem 

ligar para as conseqncias.

  A livre concorrncia estimulava a economia, mas havia sempre 

risco de levar ao desastre. Podemos entender essa situao 

fazendo uma comparao entre uma partida de futebol e uma 

guerra. Nos dois casos, tal como na economia, existe 

competio. No futebol, a concorrncia entre os times  

harmoniosa e saudvel. No caso da guerra, a competio est 

descontrolada e leva  tragdia. Se pensarmos em termos 

econmicos, diramos que o livre mercado (competio)  

geralmente harmnico, como o futebol, mas que pode ficar fora 

de controle, como numa guerra. A vem a crise.

  Pois bem, a burguesia precisa lucrar sem parar. Todo mundo 

sabe que o empresrio que no lucra est a um passo da 

falncia. Para aumenta, ou ao menos garantir os lucros, os 

empresrios investem sem parar, um tentando devorar o outro 

concorrente. E assim a economia vai crescendo.

  Nos EUA dos anos 20, a produo econmica cresceu 

espetacularmente. Todavia, grande parte dos trabalhadores 

ainda vivia muito mal. Nas grandes cidades norte-americanas, 

as famlias operrias entulhavam-se em cortios imundos ou 

favela, recebendo salrios mais nojentos que ratos, baratas e 

esgoto. A distribuio de renda era muito injusta. As famlias 

mais ricas, juntas, detinham mais da metade das riquezas de 

todo o pas.

<P>

  Os operrios norte-americanos lutavam por seus direitos. O 

governo, porm, muitas vezes estava ao lado dos patres. Os 

anarquistas e comunistas eram perseguidos furiosamente e 

poderiam at ser executados na cadeira eltrica, acusados de 

{causarem baderna}.

  Puxa, se havia milhes de pobres nos EUA, como  que eles 

poderiam comprar as mercadorias que as empresas produziam sem 

parar? Pois , amigo leitor, simplesmente no iriam comprar. E 

foi o que aconteceu. Como a economia se desenvolvia sem nenhum 

controle, nenhum planejamento, acabou se tornando catica: 

chegou um momento em que a produo superou a capacidade de 

consumo da sociedade. Trocando em midos: havia mais produtos 

do que gente podendo compr-los. Eis, ento, a causa bsica da 

crise de 29: a _superproduo _de _mercadorias.



<P>

<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

    Foto: fila de pessoas. Nova    o

  York, nos anos 30, no auge da    o

  Grande Depresso. Fila de des-  o

  empregados para receber um         o

  prato de sopa gratuito. Uma       o

  das causas da crise foi a          o

  superproduo de mercadorias.      o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



  As indstrias investiam milhes de dlares produzindo coisas 

que o povo no tinha dinheiro para adquirir (milhes de 

operrios gastavam mal, lembra?). os produtos ficaram 

encalhados nas prateleiras das lojas ou nos depsitos das 

empresas. Os empresrios comearam a despedir os empregados 

porque no valia a pena produzir o que no seria vendido. A 

coisa piorava. Pois, se a pessoa est desempregada, a mesmo  

que tem dificuldades para comprar, no  mesmo? Sinistro: a 

crise de superproduo levava ao desemprego; com o desemprego, 

o consumo era menor ainda; com o consumo menor, mais crise, 

mais desemprego, e assim por diante. Um ciclo infernal que 

quase parou a economia dos EUA.

  Quando as primeiras empresas comearam a falir, os 

investidores se assustaram e tentaram vender suas aes na 

bolsa. Todo mundo apavorado, ningum queria comprar. E a veio 

o _crack.

  Caramba, mas no havia ningum para impedir isso tudo? 

Ningum percebeu o abismo da superproduo pela frente? 

Ningum tentou controlar a queda da bolsa? Pois era a que 

estava o n da questo: ningum impedia porque imperava o 

livre-mercado. Todos acreditavam que, se algum interviesse 

sobre a economia, ento a  que as coisas piorariam mesmo.

  Resumindo: a superproduo e o livre-mercado causaram a 

crise. O problema era gravssimo. Como solucion-lo?



<P>

<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

    Figura: dilogo de um meni-   o

  no com sua me.                  o

    Menino pergunta:              o

    o Mame, estou com fome.     o

       Por que no tem po para   o

       comer?                      o

    A me fala:                   o

    o Porque seu pai no tem     o

       dinheiro para comprar       o

       po. Ele foi despedido     o

       da padaria onde             o

       trabalhava.                 o

    Menino pergunta:              o

    o E por que foi despedido?   o

    A me fala:                   o

    o Porque as padarias         o

       esto vivendo uma           o

       crise econmica.            o

    Menino pergunta:              o

    o E por que esto em crise?  o

    A me fala:                   o

    o Porque produziram po      o

       demais.                     o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



<F->

!:::::::::::::::::::::::::::::::::::.

l    Sacou a moral da histria?    _

l  Faltava po porque havia po    _

l  demais. A superproduo de      _

l  pes provocou o desemprego.      _

l  Charles Fourier, pensador      _

l  francs do comeo do sculo      _

l  Xix, dizia: {No capitalismo,   _

l  a abundncia gera a misria}.    _

h:::::::::::::::::::::::::::::::::::j

<F+>



<120>

A interveno do Estado



  A economia estava um caos. O governo americano, seguindo a 

cartilha do liberalismo econmico de Adam Smith, mantinha os 

braos cruzados. E a economia foi afundando, e afundando. At 

que, em 1932, o povo elegeu Franklin Delano _Roosevelt para 

presidente dos Estados Unidos. Roosevelt propunha uma grande 

novidade: {o abandono do velho liberalismo econmico}. Em vez 

de Adam Smith, o novo presidente seguia as teorias do 

economistas ingls John Maynard _Keynes.

  A receita _keynesiana era relativamente simples: {para 

salvar o capitalismo da crise, era preciso botar o Estado 

intervindo fortemente na economia}. Foi isso que Rossevelt 

fez. Seu plano econmico chamava-se _New _Deal (em portugus, 

{Novo Tratamento}) e acabou sendo imitado por quase todos os 

pases do mundo. Esse  um dado muito importante que voc no 

pode esquecer: {depois da crise de 1929, os pases 

capitalistas deixaram de lado a participao do Estado sobre a 

economia}. Era o fim do liberalismo econmico. Comeava agora 

uma nova fase do capitalismo, o chamado {capitalismo 

monopolista do Estado}.



<P>

<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

    Figura: pintura. Nem sempre   o

  a liberdade poltica corres-      o

  ponde. Na crise de 29, os pa-   o

  tres tentaram sacrificar         o

  mais ainda os trabalhadores.      o

  Milhes de operrios norte-      o

  americanos reagiram. Esta pin-   o

  tura dos anos 30 mostra a po-    o

  lcia de Chicago reprimido vio-  o

  lentamente os metalrgicos em     o

  greve. Observe os cassetetes e   o

  revlveres. Repare na valente    o

  participao das mulheres.        o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieiei

<F+>



  Vamos ver agora as medidas que o governo americano adotou no 

plano de recuperao, o _New _Deal.

  Em primeiro lugar, o governo tentou planejar um pouco a 

economia. Ou seja, em vez de deixar o mercado naquele caos 

absoluto, o Estado passou a vigi-lo de perto, disciplinando 

os empresrios, corrigindo os investimentos arriscados, 

fiscalizando as loucuras especulativas nas bolsas de valores.

  Outra medida fundamental foi a criao de um vasto programa 

de obras pblicas. O governo americano criou empresas estatais 

e tambm contratou empresas privadas para fazerem estradas, 

praas, barragens, canais de irrigao, escolas pblicas, etc. 

Perceba a utilidade dessas obras. Por exemplo, o governo 

encomendava a construo de uma ponte. Para fazer a ponte, a 

empreiteira necessita comprar cimento, vigas de ao, pedras, 

mquinas, etc. Ou seja, as fbricas de cimento, de vigas de 

ao, etc. voltavam a vender sua produo. Note tambm que, ao 

fazer a obra pblica, o governo tambm est arrumando emprego 

para milhes de trabalhadores. Gente empregada que pode voltar 

a consumir. O interessante  que, apesar de a economia voltar 

a funcionar, no existe superproduo. Afinal, as pontes, 

estradas e hidreltricas eram encomendadas pelo Estado. As 

empresas no ficavam encalhadas sem vender.

  O _New _Deal criou leis sociais que protegiam os 

trabalhadores e os desempregados. No comeo, esse ponto foi 

rejeitado por muitos empresrios. Sem entender direito, eles 

chegaram ao absurdo de acusar Roosevelt de ser comunista. Que 

tolice! Na verdade, Roosevelt era um homem que via longe. 

Percebeu que, para salvar o capitalismo da crise, era 

necessrio assegurar um consumo mnimo por parte dos 

trabalhadores. O sistema no poderia continuar funcionando se 

os operrios no pudessem colher tambm alguns dos benefcios 

do crescimento econmico.

<121>

  Outras medidas do _New _Deal pareciam irracionais. Por 

exemplo, o governo comprava estoques de cereais e mandava 

queimar. Ou ento pagava aos agricultores para que no 

produzissem. Que loucura! Milhes de pessoas passando fome e o 

governo destruindo comida! Bem, no era to irracional assim. 

O _New _Deal apenas seguia a lgica do sistema capitalista, ou 

seja, era preciso acabar com a superproduo de qualquer 

jeito.

  O _New _Deal deu certo? Nos primeiros anos, s um pouco. 

Depois, a coisa foi melhorando devagarinho. No final, a 

economia dos EUA s voltou a se recuperar mesmo a partir da 

Segunda Guerra Mundial (1939-45).

  Se voc parar para pensar, pode concluir uma coisa 

tenebrosa: puxa, foi a guerra que resolveu de vez o problema 

da crise capitalista de 29? Foi. A guerra fez os governos 

encomendarem quantidades gigantescas de ao, mquinas, peas, 

mobilizando toda a indstria. Alm disso, a guerra resolveu o 

problema do desemprego de modo arrepiante: milhes de 

desempregados simplesmente morreram nos campos de batalha. Que 

coisa, no? Ser que no mundo atual ainda corremos o risco de 

outra guerra mundial para salvar a economia capitalista da 

crise?



<P>

<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

  Foto: Charles Sheeler pintou em  o

  1939 a construo da usina hi-     o

  dreltrica do vale do Tennessee.   o

  A participao do Estado foi      o

  fundamental para essa gigantes-     o

  ca obra, assinalando uma nova       o

  fase na economia capitalista,       o

  baseada nas idias de Keynes.      o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieieiei

<F+>



<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

    Figura: grfico mostrando a    o

  recuperao econmica dos EUA.  o

  Se fossem somados todos os va-   o

  lores que a economia dos EUA    o

  produziu em 1929, daria um to-   o

  tal de 88 bilhes de dlares.    o

  Observe que, em 193, os EUA   o

  s produziram 49 bilhes de      o

  dlares. O pas tinha ficado     o

  mais pobre! Em 1940, os EUA   o

  ainda no estavam totalmente      o

  recuperados.                      o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieiei

<F+>



<F->

(((((((((((((((((((((((((((((((

  Pea ajuda ao professor.  y

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<F+>



<122>

<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*

    Figura: triste a mocinha      o

  toma seu caf como se fosse      o

  um autmato. Nenhum artista     o

  captou to bem a solido, a      o

  melancolia e a vida montona     o

  das grandes cidades quanto o     o

  pintor norte-americano Edward   o

  Hopper. O quadro  de 1927,   o

  mas no parece retratar uma      o

  cena da Grande Depresso?      o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieie

<F+>



Texto Complementar



  Os economistas e professores universitrios norte-americanos 

Hunt e Sherman analisam a crise de 29 nos EUA. Observe que os 

setores tm uma postura bem crtica em relao  sociedade 

capitalista:



  {(...) o produto industrial norte-americano cresceu 

continuamente durante a dcada de 1920, alcanando nveis sem 

paralelo em todo o mundo. (...) Essa era de prosperidade e 

abundncia econmica foi subitamente interrompida, em 24 de 

outubro de 1929. Nesse dia, que ficou conhecido como _a 

_quinta-feira _negra, o valor dos ttulos negociados na bolsa 

de Nova York iniciou uma trajetria descendente, abalando 

profundamente todos os negcios. Os empresrios, atemorizados 

e descrentes, efetuaram cortes drsticos na produo e nos 

investimentos. A conseqncia disso foi o declnio da renda 

nacional e o desemprego em massa, o que, por sua vez, minou 

ainda mais a confiana na economia. Enquanto perdurou esse 

crculo vicioso, milhares de corporaes faliram, milhes de 

trabalhadores foram para a rua. (...) Cerca de um quarto das 

pessoas viu-se privado dos meios necessrios para garantir a 

sobrevivncia. (...) Particularmente duros foram os efeitos da 

crise para os negros e outros grupos minoritrios. (...).

<123>

  O que provocara reduo to drstica da produo de bens e 


servios? Recursos naturais havia em tanta abundncia quanto 

antes. O pas conservava a mesma quantidade de fbricas, 

ferramentas e mquinas. A populao no perdera sua capacidade 

de trabalho, tampouco seu desejo de trabalhar. Ainda assim, 

milhes de trabalhadores e suas famlias mendigavam, roubavam 

ou engrossavam longas filas para obter uma ninharia qualquer a 

ttulo de caridade. Enquanto isso, milhares de fbricas 

permaneciam paralisadas ou operavam muito abaixo de sua 

capacidade. A explicao deve ser procurada nas instituies 

do sistema capitalista. As fbricas poderiam ser reabertas 

para que os homens voltassem a trabalhar. No foram, porque 

no era lucrativo para os empresrios reabri-las. Em uma 

economia capitalista, as decises concernentes  produo 

baseiam-se, antes de tudo, no princpio do lucro, no nas 

necessidades do homem. (...)

  A causa socialista ganhou muitos adeptos na dcada de 1930. 

Enquanto o mundo capitalista debatia-se no que foi talvez sua 

mais violenta depresso, a economia sovitica crescia em ritmo 

acelerado.}



  (Sherman, Howard J. E Sherman, E. K. {Histria do pensamento 

econmico}. 2 ed. Petrpolis: Vozes, 1978, pp. 164-165.)



  A partir do que  apresentado pelos autores do texto acima, 

procure responder:



  1. Durante a dcada de 20, a economia dos EUA apresentou 

algum desenvolvimento?



<P>

  2. Quando o valor das aes na bolsa de valores comeou a 

cair, em 1929, o que fizeram os empresrios em relao aos 

investimentos e  produo?



  3. Se um empresrio investe menos e diminui a produo de 

suas empresas, ele mantm os empregados ou os despede?



  4. Suponha que um empresrio tenha uma fbrica de pneus. Se 

houver uma crise na produo de automveis, sua fbrica 

continuar vendendo a mesma quantidade de pneus de antes?



  5. Compare a situao dos operrios brancos com a dos 

operrios negros nos EUA durante a crise.



  6. Depois da crise de 29, os recursos naturais (quantidade 

de matria-prima e de energia disponveis), a quantidade de 

fbricas e equipamentos industriais e o nmero de 

trabalhadores prontos para o servio tinham diminudo?



  7. Por que as fbricas no eram reabertas?



  8. Durante a Grande Depresso, a partir de 1929, a economia 

de todos os pases capitalistas viveu grandes dificuldades. 

Na mesma poca, como era o desemprego econmico da URSS?



<124>

Exerccios de Reviso



  1. Qual era a situao da economia dos EUA aps a Primeira 

Guerra Mundial (1914-1918)?



  2. O que foi a Lei Seca e o que ela teve a ver com o aumento 

da criminalidade?



  3. Relacione as mudanas econmicas nos EUA e na Europa 

Ocidental a partir da Primeira Guerra com as alteraes do 

modo de vida das mulheres nas camadas populares urbanas.



  4. Em 1932, uma comisso de Chicago estudou os depsitos de 

lixo de nove grandes cidades americanas e concluiu: {Em volta 

do caminho que estava descarregando lixo e outros detritos, 

havia cerca de 35 pessoas, homens, mulheres e crianas. Assim 

que o caminho se afastou do monte, todos comearam a cavar 

com pedaos de pau, alguns com as mos, agarrando pedaos de 

comida e verduras}. Como comeou a crise de 1929?



  5. Como os empresrios reagiram  queda da Bolsa de Nova 

York?



  6. O diretor de um rgo de assistncia social de Nova York 

escreveu durante a Grande Depresso: {O aspecto da fome ronda 

milhes de famlias que nunca haviam experimentado a realidade 

do desemprego por um perodo to prolongado e que certamente 

nunca tinham conhecido o que era estar entregues a uma 

situao absolutamente desesperadora}. Quais foram os efeitos 

da crise de 29 sobre a classe trabalhadora dos EUA e da 

Europa?



  7. Qual foi o efeito da crise de 29 nos EUA sobre o resto do 

mundo?



  8. Qual era a principal idia econmica defendida por Adam 

Smith?



  9. Qual foi a causa bsica da crise de 29?



  10. Por que ningum evitou a superproduo que gerou a crise 

de 29?



  11. O que foi o _New _Deal proposto pelo presidente 

Roosevelth em 1932?



  12. Os planos de recuperao econmica seguiam as idias do 

economista ingls J. M. Keynes, que escreveu: {Se o Tesouro 

(governo) enchesse garrafas velhas com cdulas bancrias, 

depois enterrasse as garrafas a uma profundidade conveniente, 

em minas de carvo abandonadas e, em seguida, aterrasse as 

minas at a superfcie com entulhos da cidade e deixasse as 

empresas privadas, experientes nos princpios do _laissez 

_faire (livre competio capitalista), entregues ao trabalho 

de desenterrar as notas (...), no haveria mais desemprego. 

(...) Evidentemente, seria mais sensato construir casas e 

coisas do gnero, mas se h obstculos da natureza poltica e 

prtica, antes enterrar notas do que nada}. (Keynes, {Teoria 

geral do emprego, dos juros e da moeda}.) Qual foi a mudana 

fundamental na relao Estado e economia que aconteceu no 

mundo capitalista aps a crise mundial de 1929?



  13. Diga quais foram as principais medidas econmicas 

adotadas pelo _New _Deal de Roosevelt.



<P>

  14. {J em 1891, a Alemanha tinha elaborado um plano de 

seguro para os idosos, mas at agosto de 1935, os Estados 

Unidos, o pas mais rico do mundo, ainda no tinham tomado 

providncias para amparar os idosos.} (Leo Huberman, 

historiador norte-americano.) Indique quais foram as medidas 

adotadas por Roosevelt para melhorar o padro de vida dos 

trabalhadores.



  15.Quando a economia dos EUA superou completamente a crise 

iniciada em 1929?



<125>

<P>

Reflexo Crtica



<F->

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

    Figura: dois cartazes. Nos    o

  anos 30, no auge a Grande De-  o

  presso, os filmes musicais       o

  de Hollywood contavam hist-     o

  rias alegres e num clima de       o

  sonho e fantasia. Esse tipo      o

  de filme incentivava o pensa-     o

  mento crtico do pblico? Ou     o

  simplesmente o alienava da        o

  realidade? Servia para pensar    o

  melhor a realidade? Para des-    o

  cansar um pouco e acumular        o

  energias para as batalhas da      o

  vida? Ou para se conformar       o

  com a situao? E hoje em        o

  dia? Os filmes do cinema e da    o

  tev nos estimulam a refletir     o

  criticamente sobre o mundo?       o

  Ou ser que essa no  a fun-    o

  o do cinema?                    o

eieieieieieieieieieieieieieieieieieiei

<F+>



  1. No Brasil do final do sculo Xx, surgiu uma discusso 

muito importante: o Estado deveria continuar seguindo as 

receitas keynesianas, isto , intervindo fortemente na 

economia? Ou seria melhor para todos que as empresas estatais 

fossem privatizadas (vendidas a particulares) e o Estado 

concedesse ampla liberdade para os empresrios investirem? 

Discuta essas questes.



  2. As crises econmicas num pas de economia capitalista 

podem ser evitadas?



  3. Uma economia socialista consegue evitar as crises 

econmicas?



  4. Faa uma pesquisa com as pessoas que voc conhece (pais 

de amigos, vizinhos, etc.) a respeito do desemprego. Voc 

conhece muita gente desempregada? Na opinio dessas pessoas, 

por que existe desemprego no Brasil atual?



          ::::::::::o::::::::::
